Review

Donkey Kong Country Returns HD ainda vale a pena?

Depois de fechar o primeiro Donkey Kong Country, parti para Donkey Kong Country Returns HD no Nintendo Switch OLED. Neste review, conto como foi reencontrar a série, o peso da nostalgia, as melhores fases e os momentos que mais testaram minha paciência.

Deivão13 de set. de 20268 min0 views
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Depois de fechar o primeiro Donkey Kong Country pelo Nintendo Switch Online, voltar para esse universo em Donkey Kong Country Returns HD trouxe uma nostalgia muito forte.

Joguei no Nintendo Switch OLED, tanto no modo portátil quanto na dock, e já com o jogo em português do Brasil. E posso adiantar: gostei muito da experiência.

Barris, carrinhos de mineração, bananas, Diddy Kong, trilha sonora marcante e fases cheias de detalhes estão todos aqui. Mas o jogo não depende apenas da nostalgia para funcionar.

Donkey Kong Country Returns HD também entrega desafio, fases criativas, uma ambientação muito bonita e alguns momentos que realmente testaram minha paciência.

Um retorno às origens de Donkey Kong Country

Donkey Kong Country Returns foi lançado originalmente para Nintendo Wii e posteriormente recebeu uma versão para Nintendo 3DS. Agora, a aventura chegou ao Nintendo Switch através de Donkey Kong Country Returns HD.

Portanto, não estamos falando exatamente de um jogo novo, mas de uma nova versão de uma aventura que marcou o retorno da fórmula clássica de Donkey Kong Country.

Depois de anos, a série voltava a apostar fortemente na plataforma 2D, com fases desafiadoras, barris, inimigos, bananas, as tradicionais letras K, O, N e G e bastante foco em precisão.

Ao mesmo tempo, não é simplesmente uma repetição dos jogos antigos.

Os cenários possuem muito mais profundidade, a câmera participa mais das fases e vários elementos aparecem tanto no primeiro plano quanto no fundo.

Para quem teve contato com os clássicos, a nostalgia vem rapidamente.

No meu caso, isso ficou ainda mais evidente porque pouco tempo antes eu tinha terminado o primeiro Donkey Kong Country através do Nintendo Switch Online.

Uma história simples que funciona

A história não tenta complicar as coisas.

Na introdução, a tribo Tiki Tak hipnotiza os animais da ilha e rouba as bananas do Donkey Kong. Obviamente, o DK não vai deixar isso barato e parte com Diddy Kong para recuperar tudo.

É simples e funciona justamente porque combina com a proposta.

Você não começa um Donkey Kong Country esperando uma narrativa extremamente complexa. O importante é existir uma justificativa para sair explorando a ilha, enfrentando inimigos e passando pelas diferentes fases.

E a introdução consegue fazer exatamente isso.

Também gosto bastante de como o próprio Donkey Kong é apresentado. Mesmo sem precisar falar, suas animações e reações dão bastante personalidade ao personagem.

Visualmente, continua sendo um jogo muito bonito

Um dos aspectos que mais gostei foi a ambientação.

Joguei tanto no modo portátil do Switch OLED quanto na TV, e o jogo fica muito bonito nas duas situações.

Os cenários dificilmente parecem vazios. Sempre existe alguma coisa acontecendo: folhas se movimentando, estruturas desabando, inimigos aparecendo, plataformas surgindo e vários outros pequenos detalhes.

Isso faz as fases parecerem muito mais vivas.

Mas existe um estilo específico de fase que me chamou bastante atenção: as fases com sombras e pôr do sol.

Nelas, personagens e elementos do cenário aparecem praticamente como silhuetas, contrastando com fundos muito mais coloridos.

São facilmente alguns dos momentos visualmente mais marcantes do jogo.

As animações também ajudam bastante. Donkey Kong transmite peso nos movimentos, enquanto Diddy Kong complementa muito bem a dupla.

A trilha sonora continua sendo parte fundamental da experiência

É difícil falar de Donkey Kong Country sem falar de música.

A trilha sonora sempre teve um papel muito importante na identidade da série, e aqui não é diferente.

As músicas acompanham muito bem o ritmo das fases. Em momentos mais tranquilos, ajudam a deixar a experiência mais leve. Quando a situação fica mais intensa, a trilha acompanha essa mudança.

E existem também aqueles momentos em que a música conversa diretamente com a memória de quem jogou os clássicos.

Para mim, foi um dos elementos que mais reforçaram a sensação de nostalgia durante toda a experiência.

Mas cadê as fases de água?

Uma ausência me chamou bastante atenção enquanto jogava: não existem aquelas tradicionais fases debaixo d'água.

Existem praias, mar e água fazendo parte dos cenários, mas não temos aquela estrutura clássica em que entramos na água e passamos a controlar o personagem nadando, como acontecia no primeiro Donkey Kong Country.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas fases aquáticas ficaram bastante associadas à identidade dos jogos antigos.

Ao mesmo tempo, consigo entender a decisão.

Donkey Kong Country Returns HD possui um ritmo muito focado em plataforma, precisão, reflexo e movimento constante. Talvez inserir fases completamente focadas em natação quebrasse um pouco essa proposta.

Não considero algo que prejudique o jogo.

Mas senti falta principalmente pela nostalgia.

A jogabilidade tem peso — e exige precisão

Controlar Donkey Kong é muito gostoso.

Quando ele pula, rola, bate no chão ou acerta algum inimigo, existe uma sensação de peso que combina muito com o personagem.

Quando você entra no ritmo, tudo começa a fluir muito bem.

Pular sobre inimigos, utilizar barris, explorar os cenários e calcular os saltos é bastante satisfatório.

Só que não se engane: é um jogo que exige precisão.

Existem plataformas que caem, inimigos posicionados no caminho, barris que precisam ser utilizados no momento correto e saltos em que um pequeno erro significa perder uma vida.

E foi justamente aí que percebi o quanto Diddy Kong faz diferença.

Jogar sem Diddy Kong muda bastante as coisas

Em alguns momentos, principalmente contra chefes, senti bastante diferença quando estava somente com Donkey Kong.

Diddy oferece aquela ajuda adicional nos saltos, permitindo corrigir melhor algumas situações.

Quando você perde essa vantagem, certas partes ficam consideravelmente mais difíceis.

Com Diddy, achei a jogabilidade mais confortável e um pouco menos punitiva.

Isso também cria uma dinâmica interessante: perder Diddy durante uma fase não representa apenas perder uma espécie de bônus. Dependendo de onde você estiver, a dificuldade daquela tentativa pode mudar bastante.

Carrinhos e foguetes testaram minha paciência

Aqui chegamos provavelmente ao ponto que mais me estressou durante o jogo.

As fases de carrinho são muito legais visualmente e trazem velocidade e situações bastante criativas.

Mas também exigem reflexo e, principalmente, memorização.

Em vários momentos, você não necessariamente erra porque executou alguma coisa mal. Você erra porque simplesmente não sabia o que apareceria logo depois.

E então precisa tentar novamente.

As fases de foguete seguem uma lógica parecida.

É necessário controlar cuidadosamente a altura, desviar dos obstáculos e reagir rapidamente ao que aparece.

Um pequeno erro pode acabar completamente com a tentativa.

O pior é quando isso acontece próximo do final e você precisa repetir uma sequência inteira.

Foram alguns dos momentos que mais consumiram minhas vidas — e minha paciência.

Ao mesmo tempo, existe aquela sensação muito boa quando finalmente conseguimos passar.

É frustrante, mas também recompensador.

Minha experiência com Donkey Kong Country Returns HD

No geral, minha experiência foi muito positiva.

A nostalgia certamente teve influência, principalmente porque eu tinha terminado o primeiro Donkey Kong Country, mas não acho que ela seja responsável sozinha pela minha opinião.

O jogo se sustenta muito bem.

As fases são bem construídas, os cenários possuem bastante personalidade, a trilha sonora continua excelente e a jogabilidade consegue equilibrar diversão e desafio.

Também gostei bastante de poder jogar em português do Brasil.

Não estamos falando de um jogo extremamente dependente de diálogos ou narrativa, mas ter menus e textos no nosso idioma sempre deixa a experiência mais acessível.

E o Switch combina muito bem com esse tipo de jogo.

Poder jogar algumas fases no portátil e depois continuar na televisão foi uma das coisas que aproveitei bastante durante essa jornada.

O que mais gostei

Os principais pontos positivos para mim foram a direção de arte, trilha sonora, jogabilidade e, obviamente, toda a nostalgia envolvida.

Mesmo sendo essencialmente um jogo de plataforma 2D, existe variedade suficiente para a aventura continuar interessante.

As fases constantemente introduzem alguma ideia diferente, seja através do cenário, dos obstáculos ou das próprias mecânicas.

E quando tudo funciona junto, temos exatamente aquela sensação que eu esperava encontrar novamente em um Donkey Kong Country.

O que poderia ser melhor

Meu principal problema foram alguns picos de dificuldade.

As fases de carrinho e foguete podem se tornar estressantes, principalmente quando exigem que você memorize obstáculos depois de morrer algumas vezes.

Alguns chefes também ficam mais complicados quando você está apenas com Donkey Kong e perde as vantagens oferecidas pelo Diddy.

E, como alguém que tem uma memória muito forte do primeiro jogo, também senti falta das tradicionais fases aquáticas.

Nenhum desses pontos chegou perto de estragar minha experiência, mas foram as partes que mais me incomodaram.

Afinal, Donkey Kong Country Returns HD vale a pena?

Para mim, sim.

Mesmo com alguns momentos estressantes, foi um jogo que me divertiu bastante do começo ao fim.

Donkey Kong Country Returns HD é bonito, divertido, nostálgico e desafiador. Ele consegue recuperar muito bem o espírito da série sem depender exclusivamente da memória dos jogos antigos.

Para quem gosta de plataforma 2D, já é um jogo que vale conhecer.

Para quem cresceu jogando Donkey Kong Country, existe ainda uma camada adicional de nostalgia que torna a experiência mais especial.

No meu caso, terminar o primeiro jogo pelo Nintendo Switch Online e depois partir para Returns HD tornou essa conexão ainda mais forte.

No final, encontrei exatamente aquilo que queria em um novo contato com a série: desafio, carisma, ótimas músicas, fases criativas e aquela sensação boa de estar jogando Donkey Kong novamente.