Finalmente zerei Sonic the Hedgehog
Depois de anos começando Sonic 1 e nunca chegando ao fim, finalmente terminei o clássico através do Sonic Origins. Neste review, conto como foi revisitar o jogo, lidar com suas dificuldades e finalmente chegar à última fase.
Finalmente zerei Sonic the Hedgehog — e foi através do Sonic Origins
Durante anos, Sonic foi uma daquelas franquias que fizeram parte da minha vida, mas que, curiosamente, eu nunca tinha parado para finalizar o primeiro jogo. Joguei várias vezes, conhecia suas fases, músicas e personagens, mas nunca tinha sentido aquela sensação de chegar até o final.
Isso mudou recentemente, quando decidi jogar Sonic the Hedgehog através do Sonic Origins.
Pode não ser exatamente a mesma experiência de jogar o game original no Mega Drive, mas foi justamente essa versão mais moderna que me permitiu finalmente conhecer Sonic 1 do começo ao fim.
Começando pelo começo
O Sonic Origins reúne alguns dos principais jogos clássicos da franquia e foi a oportunidade perfeita para começar literalmente do primeiro.
Uma coisa que gostei logo de cara foi a apresentação. O pacote traz pequenas animações que ajudam a conectar os jogos e dão um pouco mais de personalidade para essa jornada pelos clássicos.
Também existem algumas facilidades e diferenças em relação à experiência original, além da possibilidade de jogar com outros personagens em determinados jogos.
Para quem quer simplesmente conhecer esses títulos hoje sem necessariamente reproduzir exatamente as limitações da época, achei uma forma bem interessante de jogar.
Uma nostalgia que ainda funciona
Assim que comecei Sonic 1, tive uma sensação que não esperava sentir com tanta força.
Foi aquela nostalgia de jogar videogame depois da aula.
Mesmo estando em 2026, por alguns momentos o jogo conseguiu me transportar para aquela época em que você simplesmente sentava na frente da televisão e jogava sem pensar em backlog, conquistas ou quantos jogos ainda precisava terminar.
E a trilha sonora tem uma participação enorme nisso.
As músicas continuam excelentes e algumas delas estão tão ligadas à identidade do Sonic que basta ouvir os primeiros segundos para reconhecer imediatamente a fase.
Visualmente, essa versão também funciona muito bem. O jogo é bonito, extremamente fluido e mantém a identidade do original.
Sonic continua sendo Sonic
Existe até certa dificuldade em analisar alguns aspectos do jogo porque estamos falando de algo que praticamente definiu a identidade da franquia.
Velocidade, plataformas, anéis, loopings e aquela sensação de atravessar uma parte inteira da fase sem parar continuam extremamente satisfatórios.
Quando tudo encaixa, Sonic 1 ainda consegue transmitir muito bem a sensação de velocidade que tornou a série tão diferente de outros jogos de plataforma da época.
Mas voltar ao jogo tantos anos depois também fez algumas coisas ficarem muito mais evidentes para mim.
Algumas fases ainda são bem complicadas
Minha memória de Sonic era muito associada à velocidade.
Jogando novamente, percebi que nem sempre o jogo quer que você saia correndo.
Existem momentos em que fazer isso praticamente significa tomar dano.
Alguns inimigos parecem quase invisíveis quando você está atravessando o cenário rapidamente. Você ganha velocidade, começa a aproveitar o fluxo da fase e, de repente, bate em alguma coisa que mal conseguiu enxergar.
Os pulos também podem ser bastante punitivos.
Em determinados momentos precisei diminuir completamente o ritmo e começar a observar muito mais o cenário.
E talvez essa tenha sido uma das coisas mais interessantes dessa experiência: perceber que o primeiro Sonic não é simplesmente um jogo sobre correr o mais rápido possível.
Ele constantemente alterna velocidade com plataforma e precisão.
Finalmente chegando às últimas fases
Essa foi provavelmente a parte mais importante da experiência para mim.
Eu já tinha começado Sonic várias vezes durante a vida, mas nunca tinha realmente avançado até o fim.
Dessa vez foi diferente.
Conforme fui chegando às últimas fases, comecei a ter aquela sensação de estar finalmente conhecendo uma parte de um jogo que sempre fez parte da minha memória, mas que eu nunca tinha visto por completo.
E algumas dessas fases também deixaram bem claro por que eu provavelmente nunca tinha terminado quando era mais novo.
O jogo consegue ficar bem mais exigente.
Mesmo com as facilidades existentes no Sonic Origins, houve momentos de dificuldade e algumas partes que exigiram várias tentativas.
Mas justamente por isso chegar ao final teve um peso diferente.
Depois de tantos anos, finalmente zerei Sonic 1
Pode parecer estranho comemorar ter terminado um jogo lançado originalmente em 1991, mas essa foi uma daquelas pequenas pendências que ficaram comigo durante muito tempo.
Sonic sempre esteve presente de alguma forma na minha relação com videogames.
Eu conhecia o personagem, as músicas, as fases e toda a importância que a franquia teve para os videogames.
Mas faltava uma coisa:
eu nunca tinha terminado o primeiro Sonic.
Agora posso dizer que terminei.
E jogar através do Sonic Origins acabou sendo uma ótima maneira de finalmente fazer isso.
Talvez não seja a experiência mais purista possível, mas também não era isso que eu estava procurando. Eu queria conhecer o jogo, chegar até a última fase e finalmente viver a experiência completa que tantas vezes comecei quando era mais novo.
E consegui.
Vale a pena jogar Sonic 1 hoje?
Acho que sim, principalmente se você tem curiosidade de conhecer a origem da franquia.
Existem elementos que mostram a idade do jogo. Alguns inimigos podem ser frustrantes, existem trechos bastante punitivos e nem todas as fases combinam perfeitamente com a velocidade que normalmente associamos ao Sonic.
Mas também existe muita coisa que continua funcionando.
A trilha sonora é marcante, a identidade visual continua ótima e, quando você consegue pegar velocidade e atravessar uma sequência inteira da fase sem interrupções, é fácil entender por que Sonic se tornou um dos personagens mais importantes dos videogames.
Para mim, porém, terminar Sonic 1 teve um significado um pouco diferente.
Não foi simplesmente zerar mais um jogo.
Foi finalmente concluir uma experiência que eu comecei inúmeras vezes durante a infância e nunca tinha conseguido terminar.
Demorou alguns anos, mas finalmente cheguei ao fim de Sonic the Hedgehog.
