Afinal, Resident Evil 3 Remake é tão ruim quanto dizem?
"As críticas ao RE3 Remake são legítimas, especialmente para quem viveu o clássico de 1999. Mas não jogar o Remake no lançamento mudou completamente a minha percepção sobre o game."

Resident Evil 3
Action / Adventure / Capcom / GOG
Fonte RAWGVale a pena jogar Resident Evil 3 Remake em 2026? A análise de um fã do clássico de 1999
Joguei o polêmico Resident Evil 3 Remake pela primeira vez no PS4. Fechei a campanha e, empolgado com a experiência, fui até o fim para conquistar a platina. Depois ainda rejoguei no PC, fazendo todas as conquistas na Steam. Para fechar a maratona, rejoguei o clássico Resident Evil 3: Nemesis de 1999. Ou seja: tenho os dois jogos bem frescos na memória para analisar o que funciona e o que peca nessa reimaginação. Vamos aos fatos!
Pontos Negativos: Onde o Remake errou feio
1. Cortes de locais clássicos:
Áreas icônicas do jogo de 1999 — como a majestosa Torre do Relógio e o Parque de Raccoon City — foram totalmente removidas ou substituídas por trechos curtos e extremamente lineares no remake.
2. Falta de rejogabilidade e escolhas:
Enquanto o original contava com as famosas escolhas em tempo real (que alteravam os caminhos, os enigmas e até o rumo da história), o remake entregou um roteiro engessado e sem ramificações. É um script pronto e linear do começo ao fim.
3. Remoção de momentos emblemáticos:
A primeira aparição do Nemesis é uma das cenas mais históricas da indústria dos games. No remake, ela foi completamente alterada, perdendo todo o seu impacto visual e resumindo a morte do Brad Vickers a algo comum. Sem contar que a Jill nem sequer passa por dentro da Delegacia de Polícia (R.P.D.)!
4. A perda de ameaça do Nemesis:
No clássico, o Nemesis era imprevisível, um perseguidor incansável. No remake, aquele sentimento clássico de "o Nemesis tá na minha cola e eu tô com o c# na mão" se perde. As aparições dele ficaram muito presas a eventos engessados (scriptados) e batalhas de chefe.
Nem tudo está perdido!
Apesar das críticas pesadas, o jogo passa longe de ser um lixo. Para mim, Resident Evil 3 Remake é um enorme potencial desperdiçado.
Graficamente, o jogo continua impecável e a jogabilidade em terceira pessoa é muito divertida. Tão divertida que rejoguei várias vezes até platinar! Além disso, a evolução de alguns personagens ficou excelente, com destaque para o Carlos, que ganhou muito mais carisma e espaço. A Jill também está ótima, embora a história pudesse ter explorado mais os traumas dela após o incidente da Mansão Spencer no primeiro jogo.
"O jogo é curto demais!" — Isso realmente incomoda?
Sinceramente? Não me incomodou. Eu entendo e respeito a frustração de quem pagou preço cheio (R$ 250+) no lançamento por uma campanha de poucas horas. Mas esse não foi o meu caso. Particularmente, prefiro campanhas diretas ao ponto e no tempo certo a jogos inflados com conteúdos repetitivos só para encher linguiça.
Afinal... Devo jogar em 2026?
Se você quer jogar, esqueça a minha opinião e a de qualquer outra pessoa: viva a sua própria experiência!
Quando resolvi jogar, eu já conhecia todo o background negativo ao redor do remake e ouvi criadores de conteúdo que não recomendavam a experiência. Mesmo assim, decidi testar por conta própria e não me arrependo.
A minha dica é simples: Resident Evil 3 Remake entra frequentemente em promoções excelentes no PS4/PS5, Xbox e Steam. Se o jogo te desperta curiosidade e o preço couber no seu bolso, vá em frente!
Conclusão
De todos os remakes recentes da Capcom, o do RE3 foi, sem dúvidas, o mais injustiçado — logo o meu jogo favorito da franquia no PS1! No entanto, não sinto o ódio gratuito que vejo na internet. Eu quis jogar, joguei, platinei e me diverti. Tive a minha experiência, em vez de apenas repetir a opinião dos outros.
